Macondo fica aqui e ali. Nosso ponto pacífico, nossa linhagem de solidão. Pode ser seu quarto, pode ser que não. É lugar grande, fora do mapa. Ache-me aqui quando quiser. Sente-se, estique as pernas e me fale de felicidade.
Amaranta Buendia
mail-me: amarantabuendiaa@yahoo.com.br
msn: andyramona@hotmail.com

[Então não viemos ao mundo só para encher o rabo de dinheiro?]


[o mundo é bão, Sebastião]

[eu gosto é do estrago]
Alguns pontos [sem detalhes, por conta do sono]: Biquini Cavadão, sempre igual, sempre divertido. Capital Inicial, que quer ser diferente, não me convence. Nando Reis e Amarante [Los Hermanos], [suspiros], alguma coisa deve explicar essa minha queda por ruivos. Eu fui adolescente [isso eu tomo como consolo]. Pitty está bem acompanhada por sua banda de ótimos músicos, mas continuo achando que ela é o Windows 98 e trava muito e é muito igual. Fernanda Abreu e seu funk fizeram meu filete de sangue carioca ferver [ela não foi compreendida, é verdade, por ser muito carioca]. Bateria da Portela até às seis da manhã é um bom início de semana.
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Momento romântico: não deixar de fora a lua, cheia. Lindo céu negro estrelado de lua.
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Um a parte: Ceará Music é 80% modismo, 10% tietagem, 5% vontade de conhecer novos sons, 5%, bem, esses se perderam na maresia. Estou falando de 30 mil pessoas. Tudo é mídia neste mundinho de meu deus.
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Uma música tem me perseguido: primeiro MP3 indicada por um amigo, depois ela toca no rádio, ônibus, carro de som, bar. Deve ser a trilha sonora atual desse show de trumam: This Love, Maroon 5.
:.: Diário de Bordo ou à bordo da nave aborrecente chamada Ceará Music :.: Tia Anástácia me diz que sapo tem dente e que eu não precisava ter ficado tanto tempo órfã de Raul e Ultrage [que venham as MP3]. :.: Quanto tempo eu passei pra entender que nada sei? todo tempo é pouco pra ouvir Ira! apesar de Nazi ser o que ele é, meio nazista mesmo. :.: Um passo a frente e você já não está no mesmo lugar. Nação Zumbi, tambores, afrocibederlia, Chico Science, mangues, lamas, Recife, sotaque. Indiscritível. :.: A gente se diverte com o que tem, é verdade, e a febre entre adolescentes chamada Charlie Brown Jr. é de deixar tonto. Não dá pra não notar a massa dominada. :.: Sinto muito se não fui feito o sonho seu. Músicas muito legais, letras interessantes, mas Samuel Rosa é antipático, tirei a prova [tinha visto um show tempos atrás com O Rappa e ninguém compete com os caras em simpatia do público, então ontem fui verificar se eu era chata. Sou não, ele quem é. E ninguém concorda, mas o baterista é lindo sim!]. :.: Sei que vai levar um tempo pra consertar o que feriu por dentro. Lulu Santos é muita estrela pro meu céu, fiquei na grama vendo as estrelas que brilham melhor [daquelas que já morreram, mas a luz ainda chega aqui perfeita]. Insistir não é um dom.
[Façam as contas: se você chega em casa cinco horas, embroma, toma banho, arranja posição legal pra domir, fechou o olho e o despertador diz que já é hora de estar no ônibus indo pro tronco. Façam as contas, estou com muito sono pra fazer]
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E por falar em sotaques, além do pernambucano, adoro espanhol... os R's, os sons fechados... tudo soa bem pra mim. Lembro agora Juanes e Nelly Furtado, cantando Fotografía e mudando de assunto, essa vai pra você, querido ouvinte, e para os que têm bom humor de verão.
[frase fria para uma quinta-feira morna]
Não há pessoa mais chata do que você mesmo. Fuja da solidão.
[Millor]
"Carrego pr'onde vou
O peso do meu som
Lotando minha bagagem
Meu maracatu pesa 1 t de surdez
E pede passagem
Meu maracatu pesa 1 t"
OU
"Tô no caminho do Blunt of Judah
Pra ficar sonhando depois que acordar"
[Nação Zumbi e tambores... me encontrem hoje no Ceará Music]

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo." [Clarice Lispector]
[Sempre achei que ela era uma bruxa que escrevia. Otto Lara Resende concorda comigo. Tenho medo de tê-la sozinha, em casa e pegar fogo. Entrar em combustão. Entrar em transe. Ela merece meu profundo respeito e devoção.]
O que fica: usem camisinha, camaradas.
[Tenhos amigos de todas as cores. Nos olhos, pés, cabeça há cor.]

[e por falar nisso assistam Janela da Alma, documentário]
Hoje é segunda-feira. Depois de um domingo preguiça, slow, escorrendo. Há dias assim, que não se quer acabar, mas já passa da zero hora no relógio. Tenham bons sonhos, os que espreitam.
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Na vitrola, Coldplay e Travis. [para um dia indie só me falta Radiohead]
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Dos 5% de coisas legais que achamos no meio do lixo, vi isso: http://www.bozzetto.com/Flash/Life.htm
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Dos irmãos Coen mais um visto: Matador de Velhinhas, interessantíssimo [minha antipatia pelo Tom Hanks é pura implicância]. Busquem a lista toda, na verdade: 'O Amor custa Caro', 'E aí, Meu irmão, cade você?', 'O Homem que Não Estava Lá', 'Fargo' [perfeito], entre vários.
[É assim que gostamos, mesa grande de amigos, até onde a vista alcança. Festa de improviso também dá certo.]

[Ele ontem fez mais tempo. É nele que penso quando penso em mãos dadas. É nele que visto meus sonhos. Seja bem vindo aos 29 anos, Ítalo.]
[Noise 3D, quente, pequeno e muito interessante]

[eu queria ser DJ quando era criança]

[ir aonde os pés levam]

[dançar? só entre amigos]
Um lugar pra dançar e para estar, esperamos: Noise 3D. Inauguração este fim de semana, venham todos!
[Esse é um texto machista, diriam os puritanos. Mas ele é sem categoria mesmo.]
Um amigo me disse hoje: "estou desistindo das mulheres!" Não tiro a razão dele. TPM, DR's* nas horas mais impróprias, insegurança com o vestido, imaginação LSD, enfim. Homem nenhum merece nem eu. Eu já decidi que vou pensar agora com a cabeça do meu pau imaginário. Torna-se mais feliz sendo homem. Começando pelo órgão externo, ali, exposto, sem complicações, sem ser chamdo pelos psicólogos de caverna escura e úmida. Vem daí, acho, a complicação. Interno, externo. Dentro, fora. Homônios em crise não atrapalhariam um bom final de semana na praia de qualquer camarada [mesmo sobrando peito no biquini]. Ok! Meu lado diplomático, agora, talvez gritasse: Pare, pondere, veja os dois lados. Mas eu tranquei no armário minha diplomacia. Sem ela por perto posso dizer: Mulher, deixe de frescura! Quando ele não diz: "você está linda!", não quer dizer que você não esteja linda, ele só não disse, entende? Quando ele está quieto, calado, foi apenas o time que perdeu. Simples e direto assim mesmo. Um último apelo: queridas, vamos deixar de ser inseguras, vamos deixar de remoer e ruminar, como vacas, os problemas, que alguém resolva e entenda os problemas, por que nós? Tirem esse estigma de mães e parem de cuidar dos seus homens como filhos, tratem-os como amantes! Isso serve pra mim, isso serve pra você.
[*discutir relacionamento]
Arafat morreu. O que era difícil pode ficar pior. Você tem dado pensamentos positivos à paz no Oriente Médio?
[trecho de matéria do Le Monde, sobre as verdades que não dizemos, sobre as mentiras que, por vezes, precisam acontecer]
Se ninguém mentisse, a vida seria um inferno [Mulher mente mais, mas conta mentiras altruístas, dizem psicólogos] [Por Catherine Vincent, Paris]
A maioria das pessoas tende a se achar incapaz de enganar os outros, mas se considera competente quando se trata de desmascarar os farsantes. A verdade, quase sempre, é exatamente o contrário desta convicção.
Sejamos honestos: nós todos mentimos, cotidianamente, e até mesmo várias vezes por dia. "O homem é de gelo em relação às verdades. Ele é de fogo para as mentiras", escreveu Jean de La Fontaine (poeta e fabulista, 1621-1695).
Nós mentimos para proteger os nossos interesses e os dos outros. Nós mentimos porque aqueles com quem nós estamos falando reagiriam de formas muito negativas caso nós lhes disséssemos o que pensamos realmente deles. Nós mentimos para continuar a amar os nossos próximos, e para que eles continuem a nos amar. Nós mentimos para preservar a nossa imagem, nós mentimos para valorizar a nossa pessoa ou para seduzir... Se nós não mentíssemos, a vida seria infernal.
Contudo, se isso acontece não é por falta de termos sido avisados. Quando éramos crianças, mal sabíamos falar ainda que os nossos pais, com ar severo, nos faziam entender a seguinte realidade: mentir é feio.
[...]
Mentir para preservar o outro, mas não enganá-lo, mentir para preservar a si mesmo, mas sem trair o outro em excesso... No meio de tudo isso, cada um de nós se vira como pode. Com a sua personalidade, mais ou menos íntegra, mais ou menos cínica. Com as circunstâncias de sua vida. Com a confiança, ou o sofrimento, dos seus próximos.
Em certos casos, pode-se mentir movido pelo desejo louco de transformar a mentira num sonho do qual todos poderiam aproveitar, assim como aquele pai maravilhoso cuja verdadeira vida é falsa e confere todo o seu sabor a "Big Fish" ("Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas", o filme de Tim Burton).
Ficção? Realidade? La Fontaine já estava convencido disso: "Le doux charme de maint songe / Par leur bel art inventé, / Sous les habits du mensonge / Nous offre la vérité." ("O suave encanto de tantos sonhos / Por meio de sua bela arte inventados, / Sob as vestimentas da mentira / Nos oferece a verdade.")
[Ítalo ia odiar e concordar]

"Sou palhaço do circo sem futuro, um sorriso pintado a noite inteira, o cinema do fogo numa tarde embalada de poeira e a lona rasgada no alto. No globo, os artistas da morte e essa tragédia que é viver, e essa tragédia. Tanto amor que fere e cansa." [Cordel do Fogo Encantdo - O Palhaço do Circo Sem Futuro - Ou a Trajetória da Terra]

[Não saia do Nordeste sem antes ter ouvido e visto Cordel]
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"Os meus olhos vibram ao te ver, são dois fãs, um par
Luz nos olhos vidros pra poder, melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever, a tua boca em mim
Que a nossa musica eu fiz agora, lá fora a lua irradia a gloria
E eu te chamo, eu te peço vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também"
[ele é de escorpião, eu já disse, e isso me encanta, como vocês bem sabem]
[São verdes os olhos do Allyson. Colírio para os nossos.]

[da série Conselhos Felinos, III]


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[o mundo está ao contrário e ninguém reparou]

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[papo calcinha, o retorno. Ah, os ruivos...]

Bush é reeleito nos Estados Unidos. Contagem regressiva para a próxima explosão... dez, nove, oito, sete...
[ano novo promete]

Entremeios, entre chaves. [Entre domingo e terça há uma segunda cheia de vácuo, Hugh Grant e Sylvia Plath. Melodramas. Acontece nos filmes, acontece em todo lugar. Sempre há quem sofra. Everybody hurts sometime, diz REM. Que eu não enlouqueça como ela.]
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Encomendei esta caixa de madeira
Clara, exata, quase um fardo para carregar.
Eu diria que é um ataúde de um anão ou
De um bebê quadrado
Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.
Está trancada, é perigosa.
Tenho de passar a noite com ela e
Não consigo me afastar.
Não tem janelas, não posso ver o que há dentro.
Apenas uma pequena grade e nenhuma saída. [Sylvia Plath]