Macondo fica aqui e ali. Nosso ponto pacífico, nossa linhagem de solidão. Pode ser seu quarto, pode ser que não. É lugar grande, fora do mapa. Ache-me aqui quando quiser. Sente-se, estique as pernas e me fale de felicidade.
Amaranta Buendia
mail-me: amarantabuendiaa@yahoo.com.br
msn: andyramona@hotmail.com
[tenho vícios: amigos, coca-light, teorias sobre sexo e amor, o próprio sexo, beijo na boca, comidas coloridas, pessoas em geral, cinema]


[ele é um vício também]
[...]
++++
Hilda Hilst, essa louca, me diz:
Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada.
++++
Ouçam Relicário [Nando Reis] e lembrem de alguém.

De que lado você samba? de que lado você vai sambar?

Vania, parabéns pelos 50 anos bem vividos. O que importa é o caminho, tenho dito.
Ouvir South Park [em apresentação revival no Noise 3D] foi muito bom. Uma banda que é tão antiga e habita perto de Macondo. E não é porque já estou antecipando minhas saudades do David [sim, ele também vai embora], mas dançar Smashing, Foo Fighters, Nirvana [ai, ai, há quanto tempo foi isso?] foi incrível. Sair sozinha com Ítalo [como há muito não fazíamos, também foi bom] sem os grandes e amados por perto [não, isso não é uma reclamação, é um registro]. Fiquem aí, neste sábado quente, dançando Learn to Fly do Foo Fighters [meu parco inglês não me impede de entender]:
I'm looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for complication
Looking cause I'm tired of lying
Make my way back home when I learn to fly
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Mas quem foi que mentiu pra vocês e disse que a realeza não é nazista? [o principezinho não estava fantasiado, era roupa original]. Ô negada sem noção, ô negada sem jeito.
++++
Nas horas belas do dia [talvez aquelas perto das cinco, onde o céu está numa cor Monet] te vejo. Num sonho recorrente te deixo uma flor sobre a mesa e parto. É impossível ficar muito tempo, porque o tempo não cabe nessas horas. Por isso são belas, são curtas as horas. Não há palavra dita, não há sussurro. Tudo que deveria ser dito não é, são curtas as palavras, sem sentido dizer até. Deixe-me ir e não me peça volta. Largue minhas mãos cheias de anéis e feche a porta.
[a rima ajuda]
Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância,
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdomen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse.
[fragmento Seis ou Treze Coisas que Aprendi Sozinho, Manoel de Barros]
nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez
[Paulo Leminski]
++++
Boletim férias: mordi a língua e estou indo ver Blade Trinity [morder é pior que queimar com café?]. Estar sóbria é perfeito. O céu dessa cidade é lindo.
Sorvete de chocolate. Beijo na boca. Abrir os olhos e vê-lo. Sábado à noite, cinema à tarde, sexo de manhã. Pipoca doce. Pizza pepperoni. Falar sobre filmes e livros. Barba roçando no pescoço. Reticências.
O que é bom pra você?
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Boletim férias: eu não consigo arrumar a bagunça que eu fiz em 2004, hoje vou dançar [Ítalo, não deixe a nega dançando solta no salão], sábado vai rolar praia.
Estar perto dos amigos é revigorante, sempre. Como eu esperava, uma mudança brusca de datas, mas a vida segue reta ou em círculos, dependendo da ocasião. Senti falta de André, Andra e mais uns tantos. Mas saudade também está no pacote. Eu sou da turma do abraço, então, sintam-se abraçados.

[A última calçada alta do ano foi concorrida. haviam muitos, essa é apenas uma amostra grátis]

[sem faltar, é claro, o ritual satânico da tequila. Todo ano, critaturas acordando no dia primeiro sem saber o nome]

[que 2005 seja generoso para todos]