Macondo fica aqui e ali. Nosso ponto pacífico, nossa linhagem de solidão. Pode ser seu quarto, pode ser que não. É lugar grande, fora do mapa. Ache-me aqui quando quiser. Sente-se, estique as pernas e me fale de felicidade.
Amaranta Buendia
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[e lá vamos nós, sempre]





[há tempos de orações sinceras e necessárias]
Jorge sentou praça na cavalaria
e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos e não me peguem,não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
e nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
armas de fogo meu corpo não alcançarão
facas, lanças, se quebrem, sem o meu corpo tocar
cordas, correntes, se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadocia, salve Jorge
perseverança ganhou do sórdido fingimento e disso tudo nasceu o amor
Ogam toca pra Ogum
Jorge é da Capadocia
[Jorge Benjor - Jorge da Capadocia]

[sai da janela, vai pra chuva]

Nesta terça maquiada de segunda, Zeca, o Baleiro:
Mais fácil cultuar os mortos que os vivos. Mais fácil viver de sombras que de sóis. É mais fácil mimeografar o passado que imprimir o futuro. Não quero ser triste como o poeta que envelhece lendo maiakóvski na loja de conveniência, não quero ser alegre como o cão que sai a passear com o seu dono alegre sob o sol de domingo nem quero ser estanque como quem constrói estradas e não anda. Quero no escuro como um cego tatear estrelas distraídas, amoras silvestres no passeio público, amores secretos debaixo dos guarda-chuvas, tempestades que não param, pára-raios quem não tem mesmo que não venha o trem, não posso parar veja o mundo passar como passa uma escola de samba que atravessa pergunto onde estão teus tamborins, sentado na porta de minha casa a mesma e única casa