Macondo fica aqui e ali. Nosso ponto pacífico, nossa linhagem de solidão. Pode ser seu quarto, pode ser que não. É lugar grande, fora do mapa. Ache-me aqui quando quiser. Sente-se, estique as pernas e me fale de felicidade.
Amaranta Buendia
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[às vezes você só precisa de um café e um bom papo]

[falávamos desse lugar...] Há um vilarejo ali onde areja um vento bom na varanda, quem descansa vê o horizonte deitar no chão pra acalmar o coração, lá o mundo tem razão, terra de heróis, lares de mãe, paraíso se mudou pra lá. Por cima das casas, cal, frutas em qualquer quintal, peitos fartos, filhos fortes, sonho semeando o mundo real. Toda gente cabe lá. Palestina, Shangri-lá. Vem andar e voa. Lá o tempo espera, lá é primavera, portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar. Em todas as mesas, pão. Flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção tem um verdadeiro amor para quando for. [Vilarejo, Marisa Monte]
E janeiro se foi.

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[no noção] Pensando bem, é melhor ser alegre que ser triste, realmente. Amigos pra se reconhecer. Sorte pra ter. Amor pra se dar. A gente vai trilhando o caminho e o tal caminho vai ficando apurado, entendam, afunilado, entendam, escolhido. Caminho escolhido. As pessoas queridas se tornam mais queridas e mais íntimas, em menor número, qualidade de sobra. Rir faz bem pra vida, negrada. Vamos simbora que já é hora.
"Remove pedras, planta roseiras e faz doces. Recomeça." - foi a Cora quem disse e eu aceito a sugestão.
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Dançamos pancadão, dividimos um quarto enorme, cozinhamos para quem amamos, nos alegramos e renovamos forças para o ano que começa. Risadas sem fim. A palvra de ordem é: tabaaaaaaaaaaco [só entende quem ouviu à exaustão].